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Presb. Osmar de Lima Carneiro

Presb. Osmar de Lima Carneiro:
A Casa de Força

Na minha infância, a vila em que morava não dispunha de energia elétrica; o povo vivia à luz de lamparina, no maior atraso, sem rádio, geladeira, telefone, radiolas, etc. Em 1953 foi construída uma Casa de Força e instalado um motor a óleo diesel, enfeitando as nossas ruas com centenas de bicos de luz... Foi o acontecimento da década, marcou história, trouxe o progresso. Daquela Casa de Força surgiu a LUZ. É bem verdade que o problema da vila não foi resolvido totalmente, pois eram freqüentes as panes no motor e o povo passava dias e mais dias sonhando com notícias advindas da Casa de Força, tais como: o mecânico chegou para consertar o motor; chegou óleo, o motor vai funcionar, hoje teremos luz, etc. Estas notícias alvissareiras da Casa de Força nos alegrava a todos, pois a geladeira do Bar funcionava e tinha picolé; o rádio de Luiz Xavier funcionava e poder-se-ía ouvir a Cantoria e o Repórter Esso. Com a luz, o culto na Igreja dos crentes e a novena na Capela Católica eram mais freqüentados; a mercearia de Coqueiro recebia mais contadores de “Causos” e a vitrola de Severino Paizim funcionaria com os discos de Vicente Celestino, Augusto Calheiros, Luiz Gonzaga e outros. A Casa de Força funcionando, havia alegria na vila, pelas razões óbvias e assim era a nossa vidinha...

Dia desses, viajando com o pensamento àqueles dias da infância, lembrei-me da Casa de Força e comecei comparar à sua utilidade aos cultos da minha Igreja. Sim, O Culto da Igreja faz o papel da Casa de Força, levando-nos com a sua energia ao conhecimento e comunhão com Deus; ao bom relacionamento e coinonia com os irmãos; enchendo-nos de alegria à medida que somos abençoados; capacitando-nos para a vida, quando somos instruídos pela palavra. Exatamente, nessa direção, carregamos as nossas baterias: quando o Culto é de Oração, falamos com Deus, levando ao seu conhecimento os nossos pedidos, deixando aos seus pés a nossa ansiedade, a nossa angústia e dessossego; sendo um Culto de Doutrina ou de Escola Dominical, a força nos instrui e nos capacita para a vida, objetivando lutar contra as idéias errôneas propagadas pelos inimigos do evangelho; mas se o Culto é de Louvor, o cântico enche o nosso ser de alegria e de gozo e esquecemos as agruras enquanto estamos sendo embalados pelos braços sacrossantos do Senhor; em sendo um Culto de Proclamação da Palavra, a força do dever cumprido em pregar o Evangelho, nos anima a alma, fortalece o coração e nos alegra a vida.

Sim, estimado irmão, O Culto a Deus, é tudo isso e muito mais, é de lá que procede toda a força para nos habilitar e nos capacitar aos embates da vida. Vendo o Culto como uma Casa de Força, entendemos por que Davi confessou: “Alegrei-me quando me disseram, vamos a Casa do Senhor” – Sl 122:1. Imitemos o salmista, povoemos os Cultos da nossa Igreja, a grande Casa de Força da nossa vida cristã!

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