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Pr. Anderson José de Andrade Firmino

Pr. Anderson José de Andrade Firmino:
A Suficiência de Cristo na Batalha Espiritual

             O nome por si só já sugere do que se trata. Um movimento cuja ênfase maior está na luta da igreja de Cristo contra Satanás e seus demônios, conflito de natureza espiritual quanto aos métodos, armas, estratégias e objetivos.

             No 1º Século, podemos constatar exorcistas se utilizando de técnicas e métodos de expulsão de demônios divorciada de Cristo e de sua obra, como no caso dos exorcistas de Atos (19). Na igreja Medieval, começou a utilização de amuletos, crucifixo, água benta e santos. Na igreja atual, não é diferente. Muitos continuam sacrificando esta doutrina tão bíblica e de valor capital para saúde da Igreja. Kenneth Hagin, um dos maiores autores da Teologia da Prosperidade, em seu livro “Autoridade do Crente”,  afirmou que na batalha espiritual, Cristo não pode fazer nada sem que eu primeiro decrete. Neuza Itioka, Receca Braw, Jorge Linhares e Cia “quebram” maldições hereditárias em crentes que a Cruz não conseguiu quebrar.       

             O Termo Batalha Espiritual exige muito cuidado. Pois, enquanto no final do séc. XVIII e início do XIX vemos o apogeu do Iluminismo com o seu racionalismo totalmente avesso ao sobrenatural, pensamento que arrebanhou muitos teólogos, o qual negava à existência do inferno, céu, diabo e até do próprio Deus. Em meados da década de 50 do séc. passado, começou-se uma nova perspectiva de vê o sobrenatural. O invisível começou a ter forte ênfase, o pior é que o pêndulo foi para o outro extremo, estava alicerçado em experiências e não na exegese bíblica. Quando na igreja o estudo sério, paciente, analítico e piedoso das Escrituras é substituído pelo folclórico, romântico e irresponsável colecionar de experiências, o Deus Soberano, Independente e Onipotente é na prática e também na teoria trocado por “ser” impotente e dependente, que contempla inseguro a batalha, como um torcedor em vez de soberano. Uma teologia como essa não pode produzir mais que entrevistas a anjos decaídos, crentes amedrontados e demônios super estimados. Nesta situação de abandono da fé bíblica e histórica precisamos como bons soldados de Cristo resgatar a Suficiência da Expiação e das Escrituras.

            A batalha existe, é árdua e não devemos ser céticos para com esta verdade bíblica. Entretanto, devemos estar conscientes de que Cristo veio para desfazer as obras do diabo, o expôs a vergonha tomando seus despojos. Os méritos de Cristo nos fazem olhar para esta guerra não como torcedores espantados sem saber sobre o final da guerra, mas sim como soldados que já estão assentados nas regiões celestiais e que desfrutarão das bênçãos do Reino.

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