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Pr. Anderson José de Andrade Firmino

Pr. Anderson José de Andrade Firmino:
Casados em Cristo

             Em 1981, na famosa Catedral de São Paulo, em Londres, houve o considerado casamento do século. Dois jovens, ricos, bonitos, educados e famosos materializaram os contos infantis. O príncipe Charles a espera de sua princesa Diane que ia ao seu encontro em uma pomposa carruagem real. Tal ato voltou às câmeras do mundo inteiro para aquela cerimônia matrimonial. Adolescentes e mães foram extremamente impactadas por aquele épico casamento. Entretanto, toda a fortuna, intelectualidade e tradição foram nanicos, para viverem felizes para sempre. Acabaram por quebrar os votos de fidelidade que haviam feito perante o mundo inteiro, que assistiu deslumbrado a cerimônia de seu casamento pela televisão. Depois de anos de escândalo, o príncipe Charles e a princesa Diana anunciaram em 1996 sua intenção de se divorciarem. Cada um confessou que havia sido infiel no casamento. E a pomposa aliança deixa de materializar o conto infantil e se torna um típico filme de terror e suspense do inglês Alfred Hitchcock. O que faltou? Dinheiro? Emprego? Cultura? Intelectualidade? Certamente que não! Mas um bom casamento necessita de cônjuges cheios do Espírito.

             Não estou afirmando ingenuamente que casais crentes nunca terão problemas em seus casamentos e famílias. O que afirmo é que, cheios do Espírito, terão o poder necessário para vencer tais dificuldades - coisa que uma boa educação não dá. Nunca deixou de nos impressionar o fato de que homens e mulheres ilustres, intelectuais e artistas famosos, mesmo tendo sido capazes de vencer na vida, freqüentemente têm uma vida pessoal e afetiva conturbada, passando por vários casamentos, divórcios litigiosos e conflitos com os filhos.   

             Como disse Augustus Nicodemus “Há uma ligação profunda entre essas duas dimensões, “vida cheia do Espírito” e “vida familiar”. A raiz da infelicidade de muitos casamentos - mesmo cristãos - é a dureza do coração humano ...  as freqüentes exortações dos apóstolos aos maridos para que amem suas esposas e, por outro lado, às esposas para que se sujeitem aos seus maridos, indicam que os cristãos casados devem estar sempre alerta contra o egoísmo, a rebeldia e o orgulho de seus corações, para que não perturbem a boa paz e a felicidade do casamento”.

             Estou convencido de que boa parte dos problemas, angústias e tensões que ocorrem na família são fruto do nosso próprio pecado. Nem sempre, estamos prontos a admitir isso. Temos muitas desculpas, como incompatibilidade de gênios, falta de maturidade, falta de dinheiro e a vida agitada de hoje. Não negamos que essas coisas contribuem para o agravamento das tensões que existem em todo casamento e em toda família. Entretanto, elas não podem nos impedir de reconhecer sincera e humildemente que é nossa falta de andarmos diariamente no Espírito a verdadeira raiz da nossa infelicidade. Mas Enchei-vos do Espírito, esse é o imperativo de Deus.

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