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Pr. Anderson José de Andrade Firmino

Pr. Anderson José de Andrade Firmino:
Corbã Missionário: terceirizando a evangelização.

             O corbã era uma pratica judaica de oferta dedicada a um propósito religioso. Por um simples voto, para reservar suas posses como dádiva para Deus, uma pessoa poderia fugir à responsabilidade de sustentar seus pais. Cristo criticou severamente este método. Não se foge de uma responsabilidade através de ofertas ou qualquer outro recurso. É comum ouvirmos dizer sobre as varias formas de se fazer missões: indo, ofertando, orando e escrevendo.  Biblicamente não existe outra pratica missionária que não seja ir ao encontro do pecador e pregar o evangelho da graça de Cristo. Orar, ofertar e escrever não substitui nossa responsabilidade individual da pregação das boas-novas do evangelho ao pecador perdido, estas coisas não substituem aquela e sim adicionam. Pensar que orar por missões e pelos missionários, contribuir financeiramente no sustento de missões ou escrever para os obreiros que estão distantes substitui nosso dever de evangelização é uma espécie de corbã missionário. Não podemos terceirizar ou trazer outros para enxertar nossas responsabilidades individuais. O apóstolo dos gentios disse “ai de mim” e não ai de nós. Isaias diante da grandeza do trono glorioso de Deus diz: “ai de mim, estou perdido”. Necessitamos da consciência pessoal de homens como John Knox: dar a Escócia se não eu morro. George Whitefield: “Se não queres dar-me almas tira a minha”. Como disse Bounds: “A igreja está buscando melhores métodos; Deus está buscando melhores homens. A prática missionária ou evangelística é um dever de todos e de cada um.  

             A evangelização não é questão de dom apesar de a Bíblia falar do evangelista; a bíblia nos ensina que o ide não é para um grupo seleto (apóstolos), mas para todos os regenerados (Mt 28);  não é questão de opção, pois todos aqueles (igreja do I século) que foram alcançados pelo poder transformador do evangelho evangelizavam, a evangelização faz parte da natureza e da constituição da igreja; não é questão de tempo, pois Cristo nos ensinou: “Não dizeis vós que ainda há quatro meses até à ceifa? Eu, porém, vos digo: erguei os olhos e vede os campos, pois já branquejam para a ceifa”. Isto é, indo trabalhar, estudar ou passear evangelize; não é uma questão subjetiva de sentir arrepio, cala frio ou qualquer outra experiência mística. Missões é imperativo, é dever da igreja é privilegio dos santos é dizer como o apóstolo Paulo: “Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho!”

             Robert Kalley doutor em Medicina pela Glasgow University não permitiu que suas ofertas e orações missionárias substituísse seu calor missionário em evangelizar o Brasil deixou as oportunidades e privilégios do velho continente para anunciar o evangelho aos perdidos do novo mundo. Precisamos focar em  nossas responsabilidades missionárias assim como Charles Studd, considerado um dos maiores desportistas do final do século 19. Milionário, ele herdara da família a importância de 29 mil libras esterlinas, uma fortuna naquela época, mas se recusara a tirar proveito dela, temendo que o dinheiro pudesse atrapalhar seus nobres ideais. Determinado a investir na obra de Deus, enviou cinco mil libras esterlinas para o missionário James Hudson Taylor, que se tomou uma lenda ao ser o primeiro a levar a Palavra ao interior da China; outras cinco mil libras para um pastor, William Booth, fundador do Exército da Salvação; cinco mil para Dwight L. Moody, para que este iniciasse o estabelecimento do Instituto Bíblico Moody. Loucura? Não. Charles Thomas Studd tinha a certeza de que o Senhor era o dono de todas as coisas. Essa demonstração de entrega total foi apenas o começo. Não satisfeito com suas doações deu o que tinha de mais precioso, sua vida. Seu pensamento era: "Se Jesus é Deus e Ele morreu por mim, então nenhum sacrifício pode ser muito grande para nós".

             Precisamos degustar não apenas do sorriso ou do muito obrigado do missionário ao receber nossa oferta, da resposta de oração pelo irmão, necessitamos da nossa própria experiência com Deus. É vê o perdido ser regenerado e o caído sê erguido. Esses são privilégios que Deus nos deu e não podemos trocar pelos “pratos de lentilhas” do materialismo ou secularismo.

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