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Pr. Anderson José de Andrade Firmino

Pr. Anderson José de Andrade Firmino:
INTERCESSÃO EM MISSÕES

Definição

    Oração é a conversa da alma com Deus. Nela manifestamos ou expressamos a nossa reverencia e amor por sua divina afeição, nossa gratidão por todos os seus feitos, nossa esperança em seu amor perdoador, nossos anelos por seu favor e pelas suas bênçãos providenciais para nós e para os outros. Grudem em sua teologia Sistemática definiu oração como: “oração é comunicação pessoal com Deus”.

I – O DEVER DE ORAR.

    É um dever e também deve ser um prazer para o evangélico a prática da oração. Oramos não para que o Senhor saiba das nossas necessidades, pois a Bíblia expressa que Ele sabe de tudo antemão (Mt 6.8), nem para barganhar com o Senhor como imaginava-se  que Deus se torna-se devedor, o que é um absurdo ao extremo (Lc 18.9-17).

a)    O Senhor quer que oremos porque a oração exprime a nossa intima confiança em Deus, para que desenvolva uma relação íntima, de dependência e confiança entre o Criador e sua criatura (II Cr 20.12, 7.14-15; Mt 6.41; Ef 6.7; Sl 131.2).
b)    Devemos orar porque existe um imperativo escriturístico em ambos os Testamentos (I Cr 16.11; Mt 26.41; Ef 6.18; I Ts 5.17).
c)    O próprio Senhor Jesus nos deixou o exemplo de uma vida piedosa No seu sermão da Montanha Ele nos dá o modelo de como devemos orar (Mt 6.9-15) o Filho mesmo em sua divindade e unidade na trindade mantinha um íntimo relacionamento com o Pai em oração (Mc 1.35; 6.47; Lc 5.16, 22.41). O Senhor em Betânia ora pela ressurreição de Lázaro da seguinte forma (Jo 11.42): “Eu bem sei que sempre me ouves, mas eu disse isso por causa da multidão que está ao redor, para que creiam que tu me enviaste”.
 Fazendo assim, instruía seus discípulos sobre a necessidade da oração.  

II - O INTERCESSOR E SEU DEUS.

    Aquele que intercede deve conhecer o Ser, atributos e propósitos do seu Senhor. Tiago (4.3) diz: “pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres”. Ou seja, muitas vezes as nossas orações na são ouvidas porque não conhecemos com deveríamos conhecer o Ser, atributos, promessas e decretos de Deus. Algumas bênçãos o Senhor por sua indubitável graça nos dará mesmo se não orarmos(Exemplo: salvação), outras  Ele coloca a resposta como uma condicionalidade, que é a oração (Lc 11.9-10; II Cr 7.14-15; Ex 32.11-12), e ainda outras que não adianta orar, que o Senhor Deus não dará (Exemplo: salvação de satanás, prolongar a 2ª vinda de Cristo etc. casos como estas são inalteráveis).     
    Algumas orações também permanecem sem respostas porque inúmeras vezes não sabemos orar como convém (Rm 8.26), nem sempre oramos segundo a vontade de Deus (Tg4.3). E as vezes julgamos acertada uma determinada solução, mas muitas vezes o Senhor tem planos indubitavelmente melhores que muitas vezes até a inclusão de sofrimentos e dificuldades para os santos. José sem dúvidas orou para fosse resgatado da cistena, mas não foi (Gn 37.23-36), mas muitos anos depois descobriu o propósito de Deus (Gn 45.1-8, 50.20). A Bíblia nos dá muitos outros exemplos, Salmista (Sl 119.71), Cristo no Getsemani (Lc 22.42); o espinho de Paulo (2 Co 1.8-9); o filho de Davi (2 Sm 12.20-23) e outros. Deixaremos de orar por isso? De maneira alguma! Vale lembrar o 1ª capitulo “O DEVER DE ORAR”.
    Então se dá a necessidade se atentarmos para a recomendação do profeta Oséias (6.3)   “Conheçamos e prossigamos em conhecer o SENHOR: como a alva, será a sua saída; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra”.
“Oração é como um maravilhoso poder colocado na mão dos santos, o qual deve ser usado para cumprir seus propósitos”. Patrik Johnstne

III – O INTERCESSOR E A INTERCESSÃO.

    As escrituras mostram varias considerações que precisam ser avaliadas se pretendemos fazer orações segundo os parâmetros bíblicos. Dentre os quais veremos os seguintes:
3.1 - Orar segundo a vontade do Senhor (I Jo 5.14-15; Mt 6.10; Jo 14.7).
3.2 - Orar com fé (Mc 11.24; Hb 11.1; Mt 21.22; Tg 1.6).
3.3 - Obediência, sem cairmos no extremo farisaico que pensavam que as bênçãos de Deus eram frutos meritórios de suas obras (Sl 66.18; Pv 28.9; I Pe 3.12; I Jo 3.21-22; Hb 12.14).
3.4 – Humildade (Tg 4.6; I Pe 5.5; Lc 18.11; Mt 6.5).
3.5 – Perseverança (Dt 9.25-26; 10.10-11; II Co 12.8; I Ts 5.17; Cl 4.2).

IV – INTERCESSÃO EM MISSÕES.

    A oração é sumariamente importante em missões, porém não devemos cair no erro arminiano de que nossas orações contribuem ou até determinam a salvação das pessoas. Não podemos este erro teológico gravíssimo, pois sendo assim a graciosidade da salvação tão exposta na Bíblia e que foi uma das colunas da reforma o “Sola Gratia” (Jo 1.12-13; Rm 3.20, 28; Gl 2.16;  11.6Ef 2.8-9; Tt 3.5).
    Nos últimos anos tem-se falado e escrito muito sobre a prática da oração e missões, e alguns destes escritores muitas vezes são admiráveis por sua paixão pelas almas perdidas, entretanto levados por esta paixão querem assumir responsabilidades que o Senhor nunca delegou. Bícego em seu livro sobre Manual de Evangelismo chegou a falar de método que o evangelista deve seguir para ganhar alas. Vidas regeneradas não são méritos do pregador nem do novo convertido é tudo pela graça. Pregadores se utilizam de métodos psicológicos e sensacionalista tentando converter seus ouvintes, não sabem que estarão criando pessoas superficiais, fracas e confusas.
    Devemos orar com sinceridade e ardor (Ef 3.14-21; II Tm 2.9-10) sabendo que o  Deus soberano tem toda história em suas mãos, o que nos deve consolar de todas as maneiras e em todas as circunstâncias.

Conclusão

    A oração na vida do cristão não deve ser uma opção e sim uma necessidade prazerosa de degustarmos de íntima relação do Deus.                         

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