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Pr. Anderson José de Andrade Firmino

Pr. Anderson José de Andrade Firmino:
Crise Ministerial

Crise Ministerial

INTRODUÇÃO

            Para muitos, pastorear é uma coisa fácil, basta um pouco de carisma por um lado, um pouco de oratória do outro. Sem se esquecer de ser organizado e de vez em quando um pouco de café com biscoitos na casa de alguns irmãos. Aos domingos, preparar uma boa liturgia verificando o sermão, coral, grupo de louvor e assim poder começar o culto. Será que pastorear é tão simples assim? Uma prática vazia, técnica e dominical? Certamente que não! Como o Pr. Ricardo Agreste bem escreveu, precisamos “então desenvolver a arte de pastorear em meio ao caos”, ou como Eugene H. Peterson coloca, "a arte de orar em meio ao tráfico". É da segunda-feira ao sábado que muitas vezes a vida pastoral se desenvolve. Quando o coral está sem a beca, os oficias sem seus ternos e o povo sem suas roupas “clericais”. A crise ministerial é percebida quando se vê pessoas adorarem a Deus no domingo e agradarem o diabo na segunda; são casais que vão para o culto solene no dia do Senhor e na terça-feira para os tribunais se divorciarem; são membros do grupo de louvor que exaltam a Deus no primeiro dia com tanta beleza e na quarta-feira fazem exames de gravidez; são pessoas que participaram da mesa do Senhor em um dia e na quinta-feira estão nos hospitais entre a vida e morte; são professores da EBD que no domingo dizem o  que fazer e na sexta-feira não fazem o dizem; são pastores que instruem suas ovelhas nas veredas da estrutura familiar e financeira e no sábado vão peregrinar por outro caminho.

            A crise é generalizada. Pastores chamados por si mesmos conduzindo o rebanho do Senhor. Pastores sem chamado, sem vida e sem doutrina. Por conseqüência podem gerar crentes sem regeneração, sem piedade e sem ortodoxia.  Estudaremos nesta lição sobre os valentes de Davi, homens que reluziram mesmo em meio à penumbra, brilharam em meio às trevas. Homens que não foram produto do meio, que foram firmes em suas convicções e que viram o invisível. Olharemos para estes três homens e serão extraídas instruções e aplicações para superação da crise ministerial.                

I – JOSEBE-BASSEBETE: UM MINISTERIO COM OBJETIVO

            Os valentes de Davi giram em torno de cerca de trinta e sete soldados de destaque. Eles são apresentados em dois grupos de três (vs 8-12, 13-17), além de Abisai (vs 18-19), Benaia (vs 20-23) e os trinta e um heróis alistados nos vs 24-39. Entretanto, os três dos vs 13-17 aparentemente devem ser contados entre os “os trinta” (vs 13-14) e Joabe completa a lista.

            Josebe-Bassebete lutou sozinho contra um batalhão de 800 homens com coragem e força, manifestando vários atributos de destaque e de extrema relevância para o ministério. Vejamos algumas de suas atitudes:  

1.1  – Firmeza x Pragmatismo

O termo pragmatismo deriva-se do termo grego prágma, “coisa”, “fato”, “matéria”. Sua forma verbal é prassein, “realizar”. O pragmatismo ensina que pensamentos, ideias e ações só têm valor em termos de conseqüências práticas. Também pode ser definido com a  doutrina segundo a qual as ideias são instrumentos de ação, que só valem se produzem efeitos e resultados práticos.

Estamos rodeados de uma tão grande nuvem de heresias, falsos mestres e falsos pastores, que a crise pode ser vista mesmo por aqueles que não são regenerados. A Igreja moderna transformou-se num negócio, numa empresa, e o pastor num executivo que luta para manter-se no mercado. Esta é, talvez, uma das mudanças mais significativas e sérias que estamos atravessando. Como disse o Pr. Ricardo de Souza “Somos agora executivos eclesiásticos, circulando com agendas eletrônicas, telefones celulares, secretárias, auxiliares e assistentes, para atender a um volume cada vez maior de reuniões, entrevistas, conferências, aconselhamentos, etc”. E neste afã de se ter mega igrejas, agendas superlotadas e status, as verdades do evangelho vão sendo esquecidas  pelo o grito dos “oitocentos” mercadores da Palavra de Deus. O ministro do evangelho deve ter o cuidado com dois extremos igualmente perigosos:

a) Modismos eclesiásticos: por um lado vemos ministros e ministérios havidos por novidades e inovações. Para muitos não importa ser ético ou bíblico, o que importa é se dá resultado, se a igreja vai crescer ou se tornar atraente e popular.

b) Sacralização de Métodos ou formas: no outro pólo percebe-se que alguns ministros e ministérios estacionaram no tempo. Os apologistas resistiram às heresias de sua época, os reformadores leram o seu momento e construíram uma teologia e missiologia contextualizada, enquanto muitos hoje falam do passado. Não se deve desconstruir o passado ele é muito importante, o que não podemos é dogmatizá-lo ou sacralizá-lo. O evangelista Felipe é um exemplo de equilíbrio nestas duas questões (At 8). Hora está em Samaria (vs 4-8) com seu ministério em ascendência, mas depois vai ao deserto (vs 26) e tem que  readaptar sua estratégia para a realidade do deserto (vs 29-30) e depois é levado pelo Senhor para um novo desafio ministerial. Toda esta mobilidade metodológica não comprometeu o conteúdo inerrante e inspirado da mensagem (vs 30-35).              

1.2  – Dependência de Deus

Ninguém de forma natural e com o estilo de combate daquela época poderia vencer 800 soldados através de um único embate por seus próprios méritos. É inquestionável a benção e dependência do Senhor na vida de Josebe-Bassebete. Vivemos uma crise generalizada, crise vocacional, crise pastoral, crise familiar, crise teológica e crise espiritual. E uma das razões é o abandono da dependência de Deus. Adão não quis depender de Deus, ele desejou ser igual a Deus (Gn 3.5) Davi em certo momento depositou sua confiança no exército fazendo um recenseamento (II Sm 24) e Deus o disciplinou. Precisamos confiar em Deus. Em 2009 Deus falou ao meu coração que deveria deixar o pastorado da IEC – Santa Rita; meu problema era que eu não sabia ainda para onde ir. Tal ato parecia estranho para muitos e desafiador para outros. Todavia, eu precisava sair, esta era a vontade de Deus. A Igreja não é mantenedora dos  ministros, Deus o é. E poucos meses depois que deixei a igreja, fui levado pelo Senhor ao pastorado da Igreja Congregacional no Bessa. O ministro e o ministério precisam depender do Senhor, ele é a videira que produz a seiva que sustenta o seu povo e o ministério. Algumas áreas que devemos confiar no Senhor:

a)   Finanças: Muitos ministros e ministérios têm definhado e perdido sua autoridade espiritual por ganância ou má administração. A Bíblia esta repleta de recomendações aos lideres de não usarem do ministério como forma de trampolim para realizações pessoais ambiciosas (I Tm 3.8; Tt 1.7,11; I Pe 5.2; Jd 1.11). Somos intimados a ajuntar um tesouro no céu (Mt 6.18-19), a buscar as coisas do alto (Cl 3.1). Os exemplos bíblicos de homens como Eliseu que recusou as ricas ofertas de Naamã (II Rs 5.5,15-16), Daniel que sua vida foi “garimpada” em busca de uma falta e nada encontraram (Dn 6.4) e outros fieis não mencionados (II Rs 12.15; II Cr 34.11-12; Ne 13.13) devem nos motivar e desafiar. Muitos ministérios em sua cobiça em entrar na mídia em permanecer nela, construírem templos colossais e têm esquecido estas instruções bíblicas. Ora, além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel” (I Co 4.2).

b)   Orientação Ministerial: Assim como é inconcebível um ministro e ministério serem guiados por horóscopo, cartas ou tarô. É estranho serem guiados por outra direção que não seja a divina revelada em sua palavra. Filipe vai ao deserto por orientação de Deus (At 8) e Paulo a Macedônia pela bússola do Senhor (At 16). Não é misticismo é dependência!            

II – ELEAZAR: UM MINISTERIO PERSEVERANTE

            Vivemos em uma cultura em que muito se começa e pouco se termina. Esta marca é evidenciada nas mais diferentes esferas da vida. São construções públicas que nunca se corta a fita da inauguração, são casamentos que não se vive feliz para sempre, são leituras de livros e artigos que nunca se chega ao fim e regimes que encontra a sua extinção na próxima guloseima. Na vida cristã e ministerial não é diferente. Poucos são que terminam sua carreira e dizem: Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé”(II Tm 4.7).

            Eleazar, valente de Davi lutou de forma tão possante e perseverante que mão e espada se tornaram em um único instrumento. Ele lutou com perseverança (vs 10) até o cansaço. O ministro e o ministério devem lutar com pujança e persistência em muitas áreas. Entretanto, vejamos dois campos de batalhas na vida ministerial.                  

2.1 - Vida Santa

            Vivemos tempos de aguda ambigüidade. Muitos crentes vivem como grandes atores, conhecem a Bíblia, mas não são transformados por ela. Cantam, mas não adoram em espírito e em verdade; vão à igreja, mas não se comprometem com Deus. É cada vez mais comum ver crentes se divorciarem como manifestação de corações endurecidos e se envolverem em alianças que corrompem a fé e os bons costumes. E o que é mais preocupante é vê ministros de Deus chamados para ser padrão dos fieis esticando esta estatística. No Brasil e ao redor do mundo muitos pregadores têm caído em terríveis pecados morais, provocando escândalos e produzindo grande sofrimento ao povo de Deus. Charles Colson citado por Hernandes D. Lopes comenta:“O índice de divórcio entre os pastores está aumentando mais rápido do que entre outras profissões. Os números mostram que um em cada dez tem tido envolvimento sexual com um membro de sua congregação e vinte e cinco por cento têm tido contato sexual ilícito”.

            O ministro e o ministério devem buscar uma vida santa diante de Deus, e não uma vida agradável diante dos homens (I Cr 18.12-27; Rm 2.21-24). Hernandes D. Lopes em seu livro Piedade e Paixão escreve: “Não há maior tragédia para a igreja do que um pregador ímpio e impuro no púlpito. Um ministro mundano representa um perigo maior para a igreja do que falsos profetas e falsas filosofias”. Para isso precisamos guardar nosso coração (Sl 119.9; Pv 4.23) andar na luz (I Jo 2.6) lutar contra nossas inclinações pecaminosas (I Co 9.27; Rm 7). Precisamos perseverar em santidade. Grandes homens de Deus se debruçaram no pecado em sua “velhice” ministerial e não em seu início. Abraão, Sansão, Saul, Davi e Salomão são exemplos claros desse perigo de perda de vigilância. Nossa natureza pecaminosa não envelhece ou suaviza com o passar dos anos, por isso, devemos fazer pactos com Deus e conosco a exemplo de Jó: Fiz aliança com meus olhos; como, pois, os fixaria eu numa donzela”?

 2.2 – Vida de Estudo

            É impossível o ministro e o ministério terem um crescimento sadio afastados de uma vida de diligente estudo da Palavra de Deus. O número de seminários tem crescido notavelmente, literatura evangélica em ascendência, igrejas maiores, mais crentes com acesso a informações cada vez mais rápido (internet). Mas, por que a igreja (pessoas) não cresce? Porque muitas igrejas enxertam em sua liturgia e doutrinas coisas que são estranhas ao evangelho puro e simples de Cristo? A resposta é simples, falta de estudo (Os 4.6; Am 2.4; Mc 7.9; Mt 22.29; At 13.27)    

a)   Vida de estudo do Ministro: Uma vida estudo faz parte da natureza e pré-requisito para aqueles que foram escolhidos para o episcopado (Jr 6.17; Ez 3.17; Mt 28.20; I Tm 3.2, 4.11, 6.2). Pregadores sem estudo pregam sermões repetitivos e superficiais. Alimentam o rebanho com alimento ralo ou venenoso. O ministro deve se alimentar para nutrir os outros (At 20.28; I Tm 4.16). Como disse Martin L. Jones “Não leia a Bíblia apenas para encontrar textos para sermões, mas leia-a porque é o próprio alimento que Deus providenciou para a sua alma, leia porque é a Palavra de Deus, porque é o meio pelo qual você conhece a Deus. Leia-a porque é o pão da vida e o maná providenciado para alimentar a sua alma bem como todo o seu ser”. A Bíblia não é ferramenta de trabalho, é pão de Deus. Lideres que deixaram de aprender, logo deixarão de ensinar.

b)   Vida de estudo do Ministério: por outro lado é nítida a anorexia da igreja. Crentes sonolentos diante da exposição das Escrituras, lentos na leitura sistemática da Bíblia (nunca leram a Bíblia), desertores do culto doutrinário e da EBD e descomprometidos em aprender todos os desígnios de Deus. A conseqüência não poderia ser diferente: sincretismo religioso, misticismo cego e analfabetismo bíblico e teológico. Crentes obcecados por milagres, curas e prosperidades. A Igreja precisa aprender com os discípulos do caminho de Emaús (Lc 24.32) “...Porventura, não nos ardia o coração, quando ele, pelo caminho, nos falava, quando nos expunha as Escrituras”?

III – SAMA: UM MINISTERIO QUE BATALHA PELAS PEQUENAS COISAS.

            Não que considere a doutrina e a oração de pequena importância, mas que é algo tão elementar e fundamental que é impossível falar de um ministério saudável e fiel divorciado de uma vida piedosa, oração fervorosa e doutrina sã.   

3.1 – Oração

            J. I. Packer em seu livro “Um Chamado à Reforma Espiritual” escreve sobre alguns pretextos para não orar. E alguns dos pretextos levantados por ele são:

Ø Ocupado demais para orar: vivemos em uma sociedade dinâmica e apressada. Nossa época é frenética e agitada e de pouca reflexão e contemplação. Por essa razão, tempo é a desculpa mais comum. Esse certamente não foi uma lição cristológica. Jesus era um homem de oração. Orava de madrugada (Mc 1.35), à noite (Lc 6.12-16), sozinho (Lc 5.15-16), com os discípulos (Lc 9.18) ou com a multidão (Lc 3.21). Se ele sendo Deus orava, e nós? Lutero disse: se eu fracassar em investir duas horas em oração cada manhã, o diabo terá vitória durante o dia”.   

Ø Esgotado demais para orar: os momentos que menos queremos orar são os períodos que mais necessitamos de oração, todos nós um dia já degustamos de desânimo, para e na oração. Entretanto, a minha obrigação de orar não está condicionada aos meus sentimentos ou estado de espírito. Pelo contrário, a Bíblia nos ensina a orar em todo tempo (Lc 18.1; Rm 12.12; I Ts 5.17).     

Ø Estou satisfeito com minha mediocridade: muitos ministros (liderança) e ministérios (membros e congregados) vivem em uma profunda ambigüidade. Admiram a santificação, mas não são santos; gostam de uma mensagem expositiva, mas não são estudiosos bíblicos; apreciam a piedade, mas abandonam a oração. Acostumaram com a mediocridade. Contra essa comodidade espiritual, Deus exortou (Tg 4.2-10).  

3.2 - Doutrina

A fé (doutrina) é fundamental tanto para nosso culto como para nossa vida com Deus e com o próximo. O estudo de temas doutrinários não é de peculiaridade dos acadêmicos, pastores, presbíteros ou professores da EBD, todo o povo de Deus deve conhecer a Palavra de Deus e o Deus da Palavra (Os 4.6; Mt 22.29). E esse conhecimento e revelado em sua santa Escritura (Jo 5.39). O problema de muitas igrejas, é que os membros sentam-se nos bancos como uma criança senta à mesa sem apetite. Não existe fome ou desejo de alimentar-se da palavra de Deus. Por isso Pedro instrui suas ovelhas (I Pe 2.2): desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para salvação”. A doutrina sã é um grande instrumento de Deus em tempos de crise. Não haveria reforma no período de rei Josias sem que antes se achasse o livro da Lei (II Rs 22.8-20; 23.1-23); a reforma de Ezequias não teria relevância se seus atos não fossem norteados pela Lei (II Cr 29-31); a descida do Espírito Santos nos gentios deu-se durante a exposição doutrinária de Pedro (At 10.44). A exposição doutrinária é por pelo menos duas razões.

Ø A doutrina purifica e alimenta: o enchimento do Espírito em Pentecostes não gerou apatia a teologia, pelo contrário, os crentes estavam diariamente aos pés dos apóstolos na doutrina. Crentes que  abandonam o exercício constante do estudo serio das Escrituras se tornarão raquíticos e tímidos, pois é a palavra que purifica (Sl 119.9; Jo 15.3, 17.17; Ef 5.26; I Pe 1.22) e nutri (Dt 8.3; Jó 23.12; Sl 119.103; Jr 15.16; I Pe 2.2).      

Ø A doutrina vacina a igreja: o crescimento das seitas é vertiginoso e surpreendente. Heresias têm sido ressuscitadas e outras tantas criadas não apenas nos arraiais do liberalismo ou das seitas orientais e pseudo-cristãs, mas lamentavelmente no seio do protestantismo histórico. O ministro e o ministério devem expor todos os desígnios de Deus para nutrir e munir o rebanho de Deus (At 20.27-30). Pois, o perigo vem tanto de fora (vs 29) como de dentro (vs 30). As Escrituras devem ser expostas e desejadas, pois só ela é “útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (II Tm 3.16; Ef 4.14). 

CONCLUSÃO

            A crise é evidente, por isso não podemos romantizá-la, minimizá-la ou desconsiderá-la. Uma das formas de resisti-la é reconhecer sua existência. Mas, não com desespero como se Deus não estivesse no controle. Olhando para o livro de Apocalipse observa-se a crise e a soberania de Deus. Éfeso tem doutrina, mas não tem amor (Ap 2.4); em Pérgamo alguns crentes estavam seguindo a doutrina de Balaão (2:14-15); em Tiatira havia tolerância aos ensinos e práticas de uma profetisa imoral (2:20), em Sardes, alguns viviam de  aparência (3:4); e em Esmirna e Filadélfia estava a sinagoga de Satanás (2.9; 3.9). Se nossa leitura parasse aqui o desespero se instalaria, mas João vê o Filho do Homem no meio das sete igrejas (1.12-16), oferecendo coroa da vida (2.10) maná escondido (2.17), a estrela da manhã (2.28), vestiduras brancas (3.5) e sentar no trono com Cristo (3.21). A crise existe, devemos resisti-la com um inquestionável senso da supremacia de Deus.      

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