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Pr. Anderson José de Andrade Firmino

Pr. Anderson José de Andrade Firmino:
John Stott e Amy Winehouse

 

John Stott e Amy Winehouse

 

                Você pode estar se perguntando, o que tem haver Stott com Winehouse? Eu também perguntaria se não fosse o escritor deste artigo. Por mais assombroso e arrepiante que seja, existe algumas poucas semelhanças entre estes personagens. Stott, um britânico de Londres nascido em 27 de abril 1921. Amy, também é britânica nascida em Londres no dia 14 de setembro de 1983. O gigante na fé John Stott faleceu quarta-feira 27 julho de 2011, enquanto a cantora Amy faleceu igualmente em julho só que no dia 23 de 2011. Entretanto, todas as semelhanças estancam aqui. E uma verdadeira avalanche de contradições se inicia.

                John Robert Walmsley Stott foi um dos maiores nomes do evangelicalismo do séc. XX e XXI. Escritor entusiasmado pela cruz de Cristo e pregador poderoso. Em 1959 tornou-se capelão da Rainha Elizabeth II. Em 1974 foi personagem importante no Pacto de Lausanne, o documento mais importante da igreja evangélica no século XX. Serviu como Presidente da Igreja All Souls em Londres desde 1950. Estudou na Trinity College Cambrigde, onde se formou em primeiro lugar da classe tanto em francês como em teologia, e é Doutor honorário por várias universidades, na Inglaterra, nos Estados Unidos e no Canadá. Stott fundou várias organizações paraeclesiásticas entre as quais se destacam: o London Institute for Contemporary Christianity e a Langham Partnership International – ministério que treina líderes cristãos no mundo todo. Proveu a biblioteca de muitos estudantes com mais de 40 livros escritos que foram traduzidos para mais de 70 idiomas sem contar as centenas de artigos registrados.

                E Amy? Presa duas vezes no ano de 2008 devido à posse de drogas, em 16 de julho de 2009 Amy se divorciou por causa de acusações mútuas de infidelidade e em 23 de julho de 2011 é encontrada morta sob suspeita de overdose aos 27 anos de idade. Personagens que nasceram no mesmo pais, no mesmo século, mas com vidas e caminhos tão distintos. Stott um embaixador do céu, Amy em embaixatriz de uma cultura hedonista que se autodestrói; Stott vida simples e santificada, Amy extravagante e mundana; Stott pregou Cristo crucificado escândalo para judeus e loucura para os gregos, Amy discursou sobre álcool, drogas e sexo. Mas, quem é noticiado exaustivamente pela mídia? Quem é promulgado pelos tablóides, jornais e blogs pelo mundo?       

                Como escreveu John MacArthur em seu livro Sociedade sem Pecado: “No nível cultural, por exemplo, vemos que a convicção de pecado é silenciada e a consciência comunitária desaparece, a sociedade torna-se cada vez mais corrupta mais tolerante diante do pior tipo de devassidão... as pessoas não se envergonham do seu pecado, antes, elas se orgulham”. Que Deus levante outros homens como Stott, que não amem o mundo nem o que nele há. E que nos livre da ausência dos dois grandes mandamentos:Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento” (Mt 22.37) e “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22.39) com fez Amy. John Robert Walmsley Stott e Amy Winehouse duas vidas, dois destinos. Stott, tchau e até breve. 

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