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Pr. Anderson José de Andrade Firmino

Pr. Anderson José de Andrade Firmino:
Joelhos Enrijecidos

Joelhos Enrijecidos

 

            Porque não oramos? Porque não interpretamos nossos horários vagos como um chamado ou uma oportunidade de Deus para falamos com o nosso criador? Porque nossos joelhos não se dobram, nossos olhos não choram, nossos pés não caminham e nossas mãos não se levantam? Mas em fim, porque não oramos? D. A. Carson em seu livro: Um Chamado à Reforma Espiritual responde este dilema. Ele escreve seis desculpas as quais muitos crentes não têm uma vida piedosa e constante em oração. Primeiro, ocupado demais para orar; segundo, esgotamento espiritual; terceiro, não sentir necessidade de orar; quarto, estou amargo demais para orar; quinto, estou envergonhado demais para orar; sexto, estou satisfeito com minha mediocridade. Como escreve Hernandes D. Lopes: “Se desejamos ver a manifestação do poder de Deus, se desejamos ver vidas sendo transformadas, se desejamos ver um saudável crescimento da igreja, então devemos orar regularmente, privativa, sincera e poderosamente”. O profeta Isaías diz que a nossa oração deve ser perseverante, expectante, confiante, ininterrupta, importuna e vitoriosa (Is 62.6-7).

            Porque devemos orar? Primariamente devemos orar porque Cristo nos deixou o exemplo. Quando a multidão veio ouvi-lo pregar, foi para um lugar tranqüilo e solitário para orar (Lc 5.15-17). Jesus escolheu os seus discípulos depois de uma noite inteira de oração (Lc 6.12-16). Foi preparado para enfrentar a cruz através da oração (Lc 9.28-31). Jesus orou no jardim do Getsêmani, derramando seu próprio sangue para realizar a vontade de Deus (Lc 22.39-46). Orou também sobre a cruz, abrindo a porta do céu para o penitente e arrependido malfeitor crucificado ao seu lado direito (Lc 23.34-43). Jesus está orando em favor do seu povo junto ao trono de Deus e irá interceder por ele até a sua segunda vinda (Rm 8.34; Hb 7.25). A vida de Jesus é o supremo exemplo que temos sobre oração.

            Quem não quer que oremos? Não precisamos de um diploma de teologia, sentar nas carteiras de seminário ou mesmo manusear a Bíblia em suas línguas originais para responder essa simples pergunta. Qualquer noviço na fé não teria dificuldade em responder que o diabo a antiga serpente ruge como leão para que não tenhamos uma vida de oração em particular e em público (igreja). O diabo trabalha continuamente para impedir a igreja de orar. Assim como ele usou de três recursos para estancar o crescimento da igreja: perseguição (Atos 4), infiltração (Atos 5) e distração (Atos 6). Ele continua em seu firme propósito em nos distrair ou nos convencer de que não necessitamos tanto de oração. Para que ir a igreja nas terças se posso orar em casa? Deus é onipresente! Além do mais estou cansado, o trânsito é estressante, preciso estudar, preciso cuidar da saúde por meio de uma caminhada ou academia. Queridos irmãos buscai ao Senhor enquanto se pode achar, observemos a Bíblia e o que ensinaram nossos pais. Lutero escreveu: “se eu fracassar em investir duas horas em oração cada manhã, o diabo terá vitória durante o dia”. E. M. Bounds “O que a igreja precisa hoje não é de mais ou melhores mecanismos, nem de nova organização ou mais e novos métodos. A igreja precisa de homens a quem o Espírito possa usar, homens de oração, homens poderosos em oração. O Espírito Santo não flui através de métodos, mas através de homens. Ele não vem sobre mecanismos, mas sobre homens. Ele não unge planos, mas homens. Homens de oração!”. Aquilo que Spurgeon advertia no sec. XIX se repete: “se uma igreja não ora, ela está morta”. Irmãos lutem contra a carne, mundo e o diabo e dobrem os joelhos diante do Senhor.

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