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Presb. José de Arimatéa Menezes Lucena

Presb. José de Arimatéa Menezes Lucena:
Crente da boca para fora

Crente da boca para fora
Já não mais se faz crente como antigamente. A população de crente no Brasil cresceu grandemente. Para se ter uma idéia, em 1840, a população brasileira era 99,7% de credo católico, segundo o IBGE. Pesquisa da
Fundação Getúlio Vargas, realizada em 2009, informa que o credo católico encolheu para 61% e o número de evangélicos subiu para 25%. Isso representa uma população de 47 milhões e 500 mil evangélicos, de uma
população de 190 milhões de pessoas, conforme censo de 2010, que não informou ainda a demografia religiosa de 2010, a qual só sairáem2012. Esse crescimento é muito significativo e é motivo de preocupação por parte do Vaticano. As igrejas que mais têm crescido são as neopentecostais e não as igrejas evangélicas históricas. Mas, esse contingente de pessoas evangélicas compõe-se de todo o tipo de crente. A luz da Palavra de Deus, para ser um crente de verdade é condição essencial nascer de novo. Foi o que o Senhor Jesus disse para Nicodemos: “aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (Jo 3.3). Só
se é crente verdadeiro com esse novo nascimento, com a regeneração. O apóstolo Paulo afirma que “se alguém está em Cristo nova criatura é, as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo” (2 Co 5.17). O novo nascimento vem do alto e não depende da pessoa, é um chamado de Deus a àquela pessoa que Ele escolheu. Do ponto de vista espiritual o homem está morto e não pode fazer nada. Para ficar bem claro, pergunta-se: O que poderá fazer um homem morto? Nada. Agora, quando o morto espiritual, que foi escolhido por Deus para fazer parte da Igreja de Cristo, ouve o chamado de Deus, através da pregação do evangelho do Senhor Jesus, ele acorda para a vida espiritual, aceita a Jesus como Salvador, passa a ser uma nova criatura e a fazer parte da família de Deus, porque creu em Jesus Cristo (João 1.12) e o Espírito Santo de Deus passa a habitar nessa pessoa. Quem não sofreu essa transformação, não é nascido de Deus e continua homem natural, mortoemdelitos e pecados (Ef 2.1 e 5). Esse homem não entende as coisas de Deus (1 Co 2.14-16). Muitos que se dizem evangélicos não tiveram a experiência do novo nascimento, apenas fizeram uma adesão a determinada denominação, atraído por uma promessa de prosperidade, de cura, ou porque se sente bem na igreja de crente. Esses não fazem parte da igreja de Cristo, são bodes no meio das ovelhas. Eles praticam as obras da carne e não o fruto do Espírito (Gl 5.19-22). Ser crente em Cristo é mudar de vida. É romper com o passado. É viver segundo o Seu Evangelho. É ter amor pelas almas perdidas. É servir a Sua Causa sem cobiçar as coisas materiais. É buscar primeiro o reino de Deus. É ter zelo com as coisas do alto. É juntar tesouro nos céus. É ser luz num mundo de trevas. Se a população brasileira, que se autodenomina crente, fosse realmente crente, teríamos um Brasil diferente, porque esse povo daria testemunho de crente verdadeiro e influenciaria os descrentes para o bem. Mas, parcela significativa desse povo que se diz “crente” não dá testemunho de crente, porque é crente da boca para fora.

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