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Pr. Anderson José de Andrade Firmino

Pr. Anderson José de Andrade Firmino:
Ele não está aqui, ressuscitou.

Ele não está aqui, ressuscitou.

 

          A ressurreição é um dos grandes marcos da fé cristã e da vida do Redentor. A ressurreição de Cristo não constituiu no mero fato de que Ele retornou à vida, dando-se a reunião do corpo e da alma. Se isso fosse tudo que ela envolveu, Cristo não poderia ser chamado “as primícias dos que dormem”, 1 Co 15.20, nem “o primogênito de entre os mortos”, Cl 1.18; Ap 1.5, dando que outros foram devolvidos à vida antes dele. A ressureição é a prova de que seu sacrifício foi aceito pelo Pai, o último inimigo (morte) foi vencido e símbolo de nossa ressurreição futura.
          Muito embora, ao longo da história muitos têm se insurgido contra esta doutrina através de argumentos flácidos, pueris, céticos e as vezes até irracionias. Cremos não por uma experiência mística ou por causa de elementos como o Santo Sudário. Cremos por causa da veracidade e inspiração do texto bíblico. Então advogar que Cristo desmaiou, os apóstolos tiveram uma visão ou alucinação,os discípulos acharam o túmulo errado ou que o corpo foi roubado e depois Cristo apareceu de forma fraudulenta é uma agreção a história, a arqueologia, a fé e as Escrituras. A ressurreição é uma realidade histórica e bíblica.
Esta doutrina nos traz uma grande mensagem de conforto e ânimo. Primeiro, o Redentor venceu a morte; segundo, não devemos temer a morte como símbolo da punição do nosso pecado que herdamos em Adão; terceiro, foi através deste ensino que Paulo consola a inconsolável igreja de Tessalônica. E aos Coríntios (I Co 15.42-44) ele instrui que os corpos futuros dos crentes serão incorruptíveis, isto é, não terão possibilidade de sofrer decadência; gloriosos, o que significa que esplenderão de fulgor celestial; poderosos, isto é, cheios de energia e, talvez, de novas faculdades; e espirituais, o que não significa imateriais ou etéreos, mas adaptados aos seus respectivos espíritos, cada corpo sendo um perfeito instrumento do espírito.
A ressurreição é a mensagem clara que o Redentor não foi apenas um personagem histórico filho de Maria. Ele é o Deus encarnado que deu sua vida e que depois restituiu. É exatamente aqui que mais uma vez a ressurreição de Cristo se distingue da ressurreição de Lázaro, da filha de Jairo, do filho da sunamita e tantos outros. Muito embora, a ressurreição seja uma obra trinitária. Cristo ressurgiu por Seu próprio poder. Ele falou de Si mesmo como a ressurreição e a vida, Jo 11.25, declarou que tinha o poder de entregar a Sua vida e de retomá-la, Jo 10.18.
          A mensagem dos anjos (Mt 28.5-7) precisa ser continuamente anunciada pela igreja e encarnada pelos santos: “Não temais... Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito”. Esta mensagem para os discípulos representou um bálsamo para suas almas que estavam cansadas e cheias de desesperança. Por isso o anjo anuncia as mulheres e recomenda que elas anunciem aos discípulos com pressa, para que por meio deles fosse proclamado que o Redentor vive e que ele venceu. Que venhamos descansar e cantar sobre a ressurreição, porque Ele vive posso crer no amanhã.  

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