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Presb. Osmar de Lima Carneiro

Presb. Osmar de Lima Carneiro:
Apareceu primeiro às Mulheres...

Era muito escuro quando algumas mulheres prepararam os bálsamos aromáticos a fim de ungir o corpo de Jesus. No silêncio da noite misturaram as essências do nardo e do lótus ao óleo puríssimo de oliveira. Os pássaros começaram a pipilar, os pombos arrulhavam nos telhados e, ao longe, vibravam, como clarins, os cantos dos galos. Quando tudo estava pronto, e já alvorecia o primeiro dia da semana, elas se envolveram em balandraus brancos até aos cotovelos e o tradicional barrete da mesma cor, cobrindo a cabeça (vestimenta usada nos dias de pesar), caminharam temerosas, para ver o sepulcro. Em toda a caminhada demonstraram medo da soldadesca e dos guardas e se preocupavam com o peso da pedra que servia de porta ao negro sepulcro; todavia, em momento algum, conjugaram o “verbo desistir”.

A estrela d´Alva cintilava sobre a neblina transparente que se ia esgarçando pelos vales do Cedron e um leve rubor iluminava o horizonte. Eis que se avizinham do sepulcro e começam as surpresas: (1) encontram o horto todo escavado; (2) a grande pedra não estava mais trancando a sepultura; (3) em cima da pedra, um anjo assentado, como símbolo da grande vitória; (4) no sepulcro, não havia morto algum, mas logo ouviam a notícia da sua ressurreição; (5) na sepultura não encontram vestígios de morte, porque vazia, silente. Silenciosa, mas anunciando uma mensagem de esperança, um grito de liberdade, uma doce mensagem de salvação, uma retumbante palavra de vida. Uma tumba vazia, mas falando...!

Antes, na caminhada, sonhavam, mas agora, e na companhia do anjo, chegara à oportunidade de se deitar na relva da esperança orvalhada dos devaneios da madrugada, pois os jasmins daquele jardim cheiravam vida, lembravam os dias dourados da peregrinação do Homem de Nazaré.

Naquele lugar elas não foram destratadas pela guarda, como esperavam, pelo contrário, um jovem com roupa branca e muito fulgurante, na mais bela lição de cordialidade, convidou-as: “Vinde, e vede onde o Senhor jazia”. Noutras palavras, Ele não está aqui, ressuscitou! Uma notícia dessas deixa até os presos menos desolados; deixa os mendigos menos famintos; deixa os leprosos menos imundos; deixa os pecadores menos impenitentes e até as frágeis mulheres mais resolutas.

O privilégio das mulheres foi lavrado com uma caneta cuja tinta mais parecia o sangue que caíra da cruz e no livro mais acreditado, porque editado nos pergaminhos da eternidade.

Finalizando, indagamos: por que O Mestre, após vencer a morte, apareceu primeiro às mulheres? Porque elas madrugaram (e há uma promessa de Deus para os madrugadores que O buscam); porque elas, mesmo enfrentando dificuldades, foram muito cedo prestar-lhes Culto. Esta experiência, linda e expressiva, poderá ser estendida a cada um de nós, desde que,  caminhemos resolutos, na direção do Senhor Jesus!

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