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Presb. José de Arimatéa Menezes Lucena

Presb. José de Arimatéa Menezes Lucena:
Refreando a Língua

A língua é um pequeno órgão do corpo humano que tem grande poder. Ela concede ao seu dono alegria ou tristeza, paz ou angústia, dependendo do significado de suas palavras. Tiago diz que “a língua é um fogo, como mundo de iniqüidade, a língua. É um mal que não se pode refrear, está cheia de peçonha mortal. Com ela bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma mesma boca procede a bênção e maldição” (Tg 3.6-10). Essa atuação da língua não deve ser assim no Cristão, por ser ele uma nova criatura, criada em Cristo, para ser bênção e não maldição na vida das pessoas. Tiago e Pedro dizem para o cristão refrear a língua do mal (I Pe 3.10 e Tg 1.26). O salmista nos indaga dizendo: “Quem é o homem que deseja a vida, que quer dias para ver o bem?” E ele mesmo nos responde, ao dizer: “guarde a tua língua do mal e os teus lábios de falarem enganosamente” (Sl 34.12,13). O rei Salomão diz que uma língua saudável é árvore de vida, mas a perversidade nela quebranta o espírito” Pv 15.4).

Não é atribuição do cristão usar a sua língua para o mal, mas sim para o bem. A ordem de Deus para o crente em Jesus Cristo é: “Sê tu uma bênção!”. Mas, como seremos uma bênção falando mal do nosso irmão ou do nosso semelhante? Como poderemos ser bênção, se ferimos com a nossa língua o nosso próximo, com palavras duras, com mentiras ou com fofocas? Saibamos que a língua tem grande poder, tanto para o bem, quanto para o mal. Ela tanto edifica, quanto destrói.

O rei Salomão, divinamente inspirado, diz que “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira” (Pv 15.1). Observemos que esse versículo nos revela sobre o poder das palavras. Para melhor compreensão do poder das palavras, vejamos o seguinte caso: Certo Pastor vinha dirigindo o seu carro e conversava com um amigo e, inadvertidamente, o estacionou em frente à garagem de uma residência. Em seguida, foram ao supermercado próximo. Quando retornaram, encontraram o dono da casa furioso, porque o carro do Pastor impedia a sua saída. Quando percebeu que o Pastor era o dono do carro explodiu com palavrões. O Pastor disse para o amigo: “Está na hora de aplicar Provérbios 15.1”. Então disse para o homem: Meu amigo, você tem toda a razão de estar bravo comigo. Eu não devia ter estacionado o carro na entrada de sua garagem, me perdoe. O cidadão raivoso, que guardava o revide do Pastor, ficou totalmente desarmado, porque não esperava por essa reação. Então respondeu: Não foi nada, deixe para lá. A resposta branda do Pastor desviou o furor daquele homem. Ela foi mais poderosa do que se o Pastor tivesse dito: Respeite-me. Você sabe com quem está falando? Ou então: Eu sou uma autoridade, o que você está pensando? Agora imaginemos o que aconteceria se o Pastor usasse de palavras duras, revidando os palavrões proferidos pelo seu agressor? Certamente que a briga estaria feita, podendo até haver uma tragédia. Você está percebendo como a resposta branda desvia o furor? Você já percebeu em seu lar, como as palavras tenras de seu cônjuge ou de seu filho diluem uma situação potencialmente explosiva? Salomão ainda nos diz que “a língua branda quebranta os ossos” (Pv 25.25). Vejamos quanto poder tem a língua. Tanto para resolver ou para criar problemas. Atentemos para o fato de que ela é um instrumento poderoso, quando profere palavras brandas, numa situação de conflito. Mas, também poderá ser uma arma perigosa nessa mesma situação, quando profere palavras duras. Tudo ocorre, como num toque de mágica, ela dissipa ou cria o problema. Vamos refrear a nossa língua e usá-la para a edificação e valorização das pessoas.

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