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Presb. José de Arimatéa Menezes Lucena

Presb. José de Arimatéa Menezes Lucena:
NÃO CONFIAR NA RIQUEZA

É natural do ser humano confiar em algo que supõe poder resolver o seu problema. Esta confiança poderá está no seu dinheiro, num político, num amigo influente, em Deus etc. Geralmente nos sentimos seguros na vida quando temos recursos financeiros, porque pensamos que ele é capaz de resolver os problemas e nos dar felicidade. Desse modo, quanto mais dinheiro se tem, mais confiança se tem nele. O problema é que a riqueza passa a preencher um espaço importante em nosso coração tomando o lugar que é exclusivo de Deus. A pessoa deixa de confiar em Deus para confiar na sua riqueza. Por essa razão, o Senhor Jesus ordenar que se ajunte tesouro no céu, porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração (Mt 6.19-21). E o apóstolo Paulo dá um recado direto às pessoas que confiam nas riquezas, ele diz: “Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para dela gozarmos; que façam bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente, e sejam comunicáveis; que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a vida eterna” (1 Tm 6.17-19). A advertência do apóstolo não podia ser mais clara. Ela mostra a incerteza da riqueza. Um provérbio árabe diz que “Deus, às vezes, castiga os homens enriquecendo-os”. Bertrande Russell faz a seguinte indagação: “Que utilidade há em fazer todos os homens ricos, se os próprios ricos são miseráveis?” Sêneca diz: “Grandes riquezas, grande escravidão”. E Robert Burton diz que “os ricos não são donos de sua fortuna, sua fortuna é dona deles”. Essas colocações nos dão uma visão de como a riqueza domina o homem, por isso, não se deve colocar a confiança nela. Salomão diz que a riqueza não terá nenhuma utilidade no dia da ira (Pv 11.4). O apóstolo Paulo diz ainda que nada trouxemos para este mundo e nada podemos levar dele (1 Tm 6.7). A riqueza não pode redimir a alma, porque a redenção da alma é caríssima e toda a riqueza do mundo não seria suficiente para adquiri-la (Sl 49.6-9). Salomão foi um rei que possuía muita riqueza e usufruiu dela para satisfazer os desejos do seu coração, por fim chegou a seguinte conclusão em relação à riqueza: “Porventura fitarás os teus olhos naquilo que não é nada? (Pv 23.5). Davi previu a ruína da pessoa que põe a sua confiança na riqueza e não em Deus (Sl 52. 7). E o Senhor Jesus adverte que é loucura e perigo confiar na riqueza (Lc 12.16-21).

Finalizando, queremos dizer que a nossa confiança deve está posta em Deus, que tudo pode e graciosamente derrama chuvas de bênçãos sobre o Seu povo. O servo de Cristo jamais deve esquecer que os que confiam no Senhor serão como o monte de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre (Sl 125.1), porque só o Senhor Jesus concede aos Seus discípulos segurança eterna, paz, prosperidade, proteção e vida abundante tanto nesta vida como na eternidade.

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