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Presb. José de Arimatéa Menezes Lucena

Presb. José de Arimatéa Menezes Lucena:
A câmera escondida

Você já deve ter assistido a algum programa de televisão onde havia uma câmera escondida, filmando uma pessoa sozinha numa sala. Alguém da produção do programa diz para ela que aguarde um pouco, enquanto será chamada e que fique à vontade. Ela não tem conhecimento da câmera escondida. No palco, toda a platéia está vendo os seus movimentos, bem como todo o País, pois, geralmente, trata-se de programa em cadeia nacional. Então, a pessoa, achando que está sozinha e que ninguém está vendo, começa a agir como bem lhe apraz: levanta-se, faz exercício, faz macaquice etc. Depois, com a demora, começa a se impacientar e a chamar palavrão. As pessoas, na platéia e no País inteiro, que estão assistindo, começam a rir com as palhaçadas daquela pessoa. Depois, quando ela tem conhecimento de que estava sendo filmada durante todo o tempo, fica morta de vergonha, porque sabe muito bem o que fez e que tinha muita gente vendo tudo.

Semelhantemente acontece com a câmera de Deus, que filma tudo da nossa vida, a nossa formação no útero de nossa mãe; o nosso nascimento e todas as fases de nossa vida até o dia da nossa morte, quando encerra a filmagem. Você já pensou nisso? Pois bem, tudo o que fizemos, tudo o que estamos fazendo e tudo o que vamos fazer já foi e será filmado, para ser passado quando estivermos na presença de Deus, para darmos contas de tudo quanto praticamos aqui na terra. Atente para o que diz o Senhor Jesus: “Mas eu vos digo que toda a palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo. Porque por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado” (Mateus 12.36-37). Ninguém pode esconder nada de Deus, nem de Sua presença. Analise o que o escritor do livro de Hebreus nos diz: “E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar” (Hb 4.13).

Saiba que o que fizemos no passado foi filmado, quer seja bom, quer seja ruim, já aconteceu e não podemos mudar. O que fizemos de bom e correto não temos do que nos preocupar. Mas o que fazer daquelas coisas erradas que praticamos em oculto, longe da presença de outras pessoas para que ninguém visse? Estas obras que praticamos em oculto, geralmente, são os frutos da carne, os quais não agradam a Deus. Às vezes, queremos manifestá-los, mas perto de casa, perto da Igreja ou de algum conhecido, não dá. Terá que ser longe ou às escondidas. Às vezes, quando viajamos vem a tentação para darmos expansão à carne. Aí deve entrar a ação do espírito preparado, fortalecido na Palavra de Deus, para resistir às ciladas do Diabo. Aquele que vacilar e aceitar ao convite do mundo, achando que está longe de pessoas conhecidas, engana-se, porque tem Alguém bastante conhecido que está longe e gravando tudo. Agora, sabemos, pela Palavra, que nossos atos estão gravados e que serão manifestos no tempo próprio de Deus. O Senhor Jesus nos esclarece a esse respeito, Ele diz: “Portanto não há coisa oculta que não haja de manifestar-se, nem escondida que não haja de saber-se e vir à luz”. (Lc 8.17).

Diante do que foi visto, vamos ser cautelosos. Quando a carne quiser imperar na nossa vida, pelo menos vamos nos lembrar da câmera escondida de Deus, que está nos filmando. Vamos procurar agir como se fosse de dia, de forma transparente e cristalina, sem subterfúgio. Não é próprio do cristão agir às escondidas, nas caladas da noite, para que ninguém veja algumas de suas práticas. O que se diz em oculto, deve-se dizer às claras. Porque a vida do cristão deve ser como um livro aberto, sem ter o que esconder dos homens, dando bom testemunho do Evangelho de Cristo, para que o nome de Seu Deus seja glorificado em sua vida.

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