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Presb. Osmar de Lima Carneiro

Presb. Osmar de Lima Carneiro:
Dispersar a Multidão...

O homem pecando distanciou-se de Deus, perdeu a percepção das linhas simples, das cores puras da criação; envolveu-se na confusão dos seus próprios sentimentos. Perturbou as idéias. É tanto que, quando se julga livre, desorienta-se e se escraviza; quando imagina que está forte, é fraco; quando pensa que é feliz, é desgraçado; e, querendo ser alegre, é triste. Deus consignou na Sua palavra que existe uma grande diferença entre os Seus e os pensamentos do homem.

O homem pensa e planeja a guerra – e Ele prometeu: “A minha paz Eu vos dou”. O homem pensa e deseja o mal para o seu próximo; ELE recomenda: “Que vos ameis uns aos outros”. O homem produz pensamentos que geram incredulidade – Ele nos dá a Sua Palavra, a catedral da fé. O homem pensa com malicia – Ele pensa gloriosamente. O homem pensava (eis a idéia do Profeta Samuel) que o trono em Israel se destinava ao primevo de Jessé – mas Deus já o destinara ao infante Davi. O homem pensa que os céus estão indiferentes à sua trajetória; ledo engano, Deus o segue passo a passo. O homem pensa que a mentira nunca se acaba, mas Deus sabe fazer a verdade triunfar! O homem trabalha pensando no descanso e no ócio – mas Jesus se contrapõe: “Meu Pai trabalha até agora e Eu também trabalho”. O homem, quando contrariado, pensa em amaldiçoar – mas Deus só conjuga os verbos amar e abençoar. O homem pensa que é – mas Deus confessa: EU SOU. O homem pensa que tem o direito de condenar – Jesus veio ao mundo com o propósito de RECONCILIAR. O homem pensa que a Sua vinda tardará, mas Ele promete: “Voltarei breve!”.

Bom seria que um dia o homem se permitisse pensar menos e absorvesse mais os santos e benfazejos pensamentos de Deus. É a esse homem perdido na floresta dos seus confusos pensamentos, que nós os salvos teremos de tomá-lo pela mão, trazendo-o para fora, onde a paisagem se amplia e de onde se pode contemplar a beleza do Céu. A tarefa não é fácil, porque o homem perdido não quer sair para o descampado vez que habituou-se à escuridão da mata, e, quem sabe, a sua vista já não tolera os raios solares (a mensagem do Evangelho). Ele resiste, argumenta, pensa com o siso dos que não vêm o sol há muito tempo – conformou-se com as trevas densas. E qual tem sido a nossa reação? Nos resignamos com a desculpa - o homem tem o coração duro, prefere continuar desassistido do Céu e das suas bênçãos. Sim, concordamos que a multidão morra faminta no Deserto.

O Mestre pensa diferente e se utiliza de cinco pães e de dois peixes e alimenta o povo. Ele pensa com amor: “Daí-lhes vós de comer!”

É provável que nós estejamos pensando iguais aos discípulos e ousamos dar um conselho desumano e precipitado ao Filho de Deus: “Mestre, o mais conveniente é “DISPERSAR A MULTIDÃO”.

Pensemos na inspiração do Espírito: dispersar, nunca; alimentar, sempre!

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